13/06/2017

Felicidade (?)

Por Janethe Fontes


O assunto é pertinente, porque, de uns tempos para cá, parece reinar a ditadura da felicidade, onde temos de parecer felizes o tempo inteiro, como se a felicidade fosse um estado permanente da alma. É como se não houvesse dor, ansiedade, medo ou quaisquer outros sentimentos tão comuns à alma humana.

O mundo me assombra e intriga
E eu fico perplexa ante a vida:
Nascer!... Viver!... Existir!... Morrer!...

E não importa o grau de dor, ansiedade ou inquietação que você esteja vivenciando, é preciso sempre apresentar uma aura cintilante, emanar alegria, para não infectar os outros com suas chatices e melancolias. É proibido não ser feliz. É proibido ficar triste. Por isso, sorria. Sorria sempre. Sorria mesmo quando a dor ou inquietação contorcer suas entranhas sem dó ou piedade. Afinal, ninguém deve saber do seu real estado de espírito, não é mesmo? A platéia espera por seu espetáculo, a platéia cobra que você seja feliz. A família, os amigos, a sociedade em geral e até você mesmo cobra isso. É a ditadura da “felicidade permanente”, cujo princípio ignora por completo que o sofrimento é um dos canais para o crescimento espiritual.

Tenho momentos longos de fadiga
Ao pressentir no coração uma ferida
De tanto perquirir a razão do meu viver.

Mas o pior é que na ilusão de que é possível atingir esse estado permanente de felicidade, muitos mergulham num poço cada vez mais fundo de depressão, pois não compreendem que toda essa ansiedade por ser feliz a qualquer custo, de qualquer forma, apenas as afasta do que é verdadeiro, do que é real, e elas não conseguem desfrutar de pequenas coisas, mas que trazem verdadeira alegria.

Além disso, o desespero em fugir à dor, à realidade da vida, pode acarretar até mesmo em suicídio, explica o psicólogo americano Steven Hayes em entrevista à revista Veja: “Muitos suicídios são um último esforço para acabar com a própria dor. Em seis de cada dez casos os suicidas deixam escrito, em bilhetes, que não agüentavam mais sofrer. Há uma mensagem nisso tudo: evitar os sentimentos dolorosos é rejeitar a própria vida. Aceitá-los como parte da existência é a melhor atitude.”

Viver como eu vivo, como nós vivermos,
Tendo dias de sol, de chuvas e trovoadas,
De risos, lágrimas e sofrimento...

"As artimanhas que usamos para escapar da aflição nos desviam de nossos objetivos de vida. E é por eles que vale a pena viver", diz ainda o psicólogo Steven Hayes.



Nota: Poesia de Neuza Rodrigues Leonel - Livro Vozes do Coração.

Obs. Final: Artigo postado no blogue Palavreando, em 30/09/06:


09/06/2017

Melancolia

Por Janethe Fontes

 [Mélancholie - Arte de J. J. Henner 1829-1905]



Às vezes me bate uma melancolia... E ela me assola repentinamente... E me faz pensar em tudo: na vida, na minha profissão, nos sonhos ainda não realizados... nas lutas diárias... no sentido da vida... nas pessoas em geral... no sofrimento... Enfim, um mutirão de coisas me angustiam em certos momentos. [Janethe Fontes]

É nessa hora vazia
que lenta agonia
Me vem visitar...

Na Antiguidade, a Teoria Humoral, teoria médica vigente na época, que teve seus princípios herdados dos pitagóricos por Hipócrates, o comportamento e funcionamento do corpo humano era explicado pela existência de quatro humores, o sangue, o fleuma, a bile amarela e a bile negra. Cada um destes humores, no sentido do significado primitivo da palavra, como líquido, e não como disposição de espírito, como a usamos atualmente, correspondia a uma estação do ano, a uma etapa da vida humana, a uma natureza da matéria, a saber: terra, água, fogo e éter ou ar, e assim por diante. O equilíbrio destes quatro configurava a boa saúde, tanto física quanto mental, e suas perturbações eram sentidas pelo seu portador. Regulava-se a saúde pela aplicação do contrário àquilo que estava em demasia, ou seja, combate-se o frio pelo calor e a sequidão pela umidade. Aristóteles, bem como seus contemporâneos e a quase totalidade dos cientistas e estudiosos de medicina até quase a modernidade, acreditava que um dos humores preponderava no temperamento das pessoas, e as influenciava determinantemente. Os melancólicos eram dominados pela bile negra, donde vem o nome desta afecção, melas, negro, e chole, bile. Este humor tem, em sua natureza volátil, a propriedade de causar em seus portadores um comportamento semelhante ao vento de que é composta, ou seja, uma constante inconstância, que não seria desígnio de doença, como naqueles que ela apenas ataca esporadicamente, os deprimidos, e sim por natureza. Esta volubilidade é o que desencadeia a alternância entre os estados passivos e ativos dos melancólicos, entre a inatividade desinteressada, o isolamento dos obscuros, a tristeza sem razão e a aparência sombria e a atividade convulsa, o envolver-se impetuosamente nas mais difíceis e gloriosas empreitadas, o furor criativo e a dedicação compulsiva a algum afazer que os caracteriza como pessoas de exceção, gênios de excelência naquilo a que se dedicam.

Durante a Idade Média a melancolia não é vista somente como desequilíbrio dos humores corporais, mas também como influência maléfica do mais distante dos planetas conhecidos até então, o mais antigo e desgraçado dos deuses do panteão clássico: Saturno. Estes conceitos chegam até a Baixa Idade Média através dos estudos astronômicos dos árabes, que começam a conquistar a Europa através da Península Ibérica, levando não apenas armas, mas também cultura e ciência. A identificação de Saturno com a inconstância melancólica se dá através dos paralelos traçáveis desta com a história do deus dentro da mitologia, ele ora é o senhor de todos os deuses, ora o deus desterrado, exilado e humilhado, a um só tempo pai de todos e deus castrado, impotente. Também seu correspondente na mitologia grega: Cronos, o senhor do tempo, ajuda neste processo. Ele é o deus do tempo, da consumição de tudo o que cria, devora seus filhos, presentifica o não-ser sendo a causa da morte inexorável, evidenciando a vacuidade de toda obra humana, demonstrando que o orgulho de nossa racionalidade não passa da maior das vaidades, e nada vale, pois somos apenas pó, estamos fadados à morte assim como tudo o que existe está condenado a não existir mais, é apenas questão de tempo.

A melancolia, em seu estado inativo, é vista pejorativamente, enquanto é identificada com a preguiça, que é pecado capital e vista por alguns como o maior de todos os pecados. A capacidade de criação que ela inculca em seus portadores não é valorizada porque, nesta época, a arte não tem valor estético, mas apenas utilitário, o artista não passa de um canal da manifestação da graça divina, ele é inspirado, e sua obra não precisa ser bela, do ponto de vista da forma, e sim útil quanto ao seu conteúdo. Quanto mais nos aproximamos do fim do Medievo e dos alvores do Renascimento, mais a melancolia vai recuperando seu aspecto qualitativo, conforme tinha na Antiguidade, pois vai despontando a genialidade dos artistas e a capacidade criativa do sujeito por ele mesmo, independente de qualquer estância externa. Assim como a melancolia é colocada ao lado dos santos sob a designação de acedia, que é o desligamento das coisas mundanas e a elevação ao que é espiritual, à contemplação do ser divino, em uma fusão com a divindade que desobriga o corpo de qualquer vínculo com o que for terreno e mundano.

Tristezas, soluços, ais,
Eis a verdade da minha vida.
Quando eu partir, com certeza,
Levo minha alma ferida.

Então indagarei ansiosa
Quem é Deus?... Onde estará?

As profundas modificações psicológicas ocasionadas pelo Renascimento trazem a melancolia de volta plenamente imbuída do caráter de excelência e motivo de orgulho em virtude das produções que estimula no campo das artes e da filosofia. A quebra dos antigos paradigmas no campo da fé, pela Reforma Protestante, e no campo do conhecimento, através da Renascença, que davam ao homem todas as respostas, ocasiona a potencialidade da exploração dos limites do intelecto humano em diversos campos. Revolucionam-se as ciências, revolucionam-se as éticas religiosas, revoluciona-se o que o homem pensa dele mesmo e aquilo através do qual ele se define. Mas, simultaneamente a esta efervescência de criações culturais, o ser humano toma a consciência de que está terrivelmente só, e de que é senhor absoluto de seu destino, único árbitro de sua conduta, e este peso é demasiadamente opressor para que ele o carregue sem cambalear novamente entre dois pólos opostos, o furor criativo intercalado pela apatia. Em um primeiro momento, coloca-se o sentido da vida, da própria e de tudo o que há, em uma projeto qualquer, em uma realização ou em um desejo a ser realizado. Uma vez este realizado, esvazia-se de sentido e abandona-nos novamente no deserto da falta de certezas, da multiplicidade de possibilidades e perspectivas.

Mas afinal o que é melancolia? Freud designou-a como um desânimo profundamente penoso, a cessação de interesse pelo mundo externo, a perda da capacidade de amar, a inibição de toda e qualquer atividade, e uma diminuição dos sentimentos de autoestima a ponto de encontrar expressão em auto-recriminação e auto-envilecimento, culminando numa expectativa delirante de punição. A psiquiatria designa como um estado mórbido caracterizado pelo abatimento mental e físico que pode ser manifestação de vários problemas psiquiátricos, tendendo hoje a ser considerado mais como uma das fases da psicose maníaco-depressiva. Já segundo o dicionário Houaiss, podemos considerar a melancolia como um estado afetivo caracterizado por profunda tristeza e desencanto geral; depressão. Na derivação por extensão de sentido, melancolia é um sentimento de vaga e doce tristeza que compraz e favorece o devaneio e a meditação. Entretanto, eu prefiro a explicação simples, mas nem um pouco simplória, de Moacir Scliar: Melancolia é, antes de tudo, algo que faz parte da natureza, é uma condição existencial. Diferente da tristeza que é passageira; do tédio, que nos dá a sensação de que o tempo não passa; da depressão, termo moderno para uma condição clínica psicológica associada a fatores psicossociais, a melancolia, antiga companheira da humanidade, é tanto uma doença (como a depressão) como um estado de espírito (como a tristeza e o tédio). O sucesso de livros sobre o assunto, no século XVII na Europa e no começo do século XX no Brasil, são sintomas de grande identificação com o tema.
Porém, como já vimos acima, a melancolia não fica relegada apenas à esfera dos artistas, ela atinge qualquer pessoa. A única diferença é que a “melancolia de artífice ou melancolia de artista, é a melancolia criativa, que aparece nos homens de exceção e que, ao contrário da melancolia apática e desinteressada, vista como doença, faz da angústia o motor propulsor da criação e da genialidade, doando sentido ao absurdo da existência”.

Dia a dia a mesma coisa
Nesta vida tão maninha,
Horas inteiras passando
Filosofando sozinha.

Ainda segundo Marsílio Ficino – uma das figuras mais importantes do Renascimento Italiano, conhecido através de seu trabalho de tradutor de obras clássicas e autor – a melancolia, um dom divino e singular, influencia ambiguamente a profunda reflexão e o isolamento, a apatia e o furor criativo, o desinteresse e o brilhantismo intelectual. A saída apontada como paliativo contra as influências maléficas de Saturno era, justamente, se dedicar por inteiro às suas influências benéficas, como a criação artística, a reflexão filosófica, o estudo profundo, pois, apesar de ser o último e mais elevado dos planetas, também é ligado ao desterro nas profundezas do mundo, tanto eleva a alma quanto possibilita que ela mergulhe profundamente em autorreflexão. Portanto, um melancólico não tem outra alternativa senão resignar-se ao seu destino sob os mandos de Saturno, ser excelente e sofrer por isto.

Mágoas... Mágoas... Sempre mágoas
Enchendo meu coração.
Procuro alegrias na vida
E só encontro solidão.

Tristeza do Infinito
[Cruz e Sousa - 1861-1898]

Anda em mim, soturnamente,
uma tristeza ociosa,
sem objetivo, latente,
vaga, indecisa, medrosa.

Como ave torva e sem rumo,
ondula, vagueia, oscila
e sobe em nuvens de fumo
e na minh'alma se asila.

Uma tristeza que eu, mudo,
fico nela meditando
e meditando, por tudo
e em toda a parte sonhando.

Tristeza de não sei donde,
de não sei quando nem como...
flor mortal, que dentro esconde
sementes de um mago pomo.

Dessas tristezas incertas,
esparsas, indefinidas...
como almas vagas, desertas
no rumo eterno das vidas.

Tristeza sem causa forte,
diversa de outras tristezas,
nem da vida nem da morte
gerada nas correntezas...

Tristeza de outros espaços,
de outros céus, de outras esferas,
de outros límpidos abraços,
de outras castas primaveras.

Dessas tristezas que vagam
com volúpias tão sombrias
que as nossas almas alagam
de estranhas melancolias.

Dessas tristezas sem fundo,
sem origens prolongadas,
sem saudades deste mundo,
sem noites, sem alvoradas.

Que principiam no sonho
e acabam na Realidade,
através do mar tristonho
desta absurda Imensidade.

Certa tristeza indizível,
abstrata, como se fosse
a grande alma do Sensível
magoada, mística, doce.

Ah! tristeza imponderável,
abismo, mistério, aflito,
torturante, formidável...
ah! tristeza do Infinito!




Fontes consultadas para elaboração do texto: Wikipédia Enciclopédia e Dialética Brasil.

Trechos das poesias Hora Vazia e Trovas das Minhas Mágoas de Neuza Rodrigues Leonel Livro “Vozes do Coração”.


Nota: Artigo postado originalmente no blogue Palavreando, em 22/09/16.

29/04/2017

O prazer de ler

Por Janethe Fontes

"Basta observar o olhar perdido de adultos sem ter o que fazer durante horas, em vôos internacionais, ou, pior ainda, vendo filminhos para adolescentes no vídeo do avião, para ter certeza de que ler um livro é a melhor escolha para esses momentos. O passageiro desocupado é um chato: ri alto, chama a comissária de bordo a cada momento, toma mais bebida do que seria desejável, ou ronca alto, enquanto o leitor de livros atravessa a desagradável viagem placidamente, correndo incólume o risco alheio, podendo imaginar, a partir do seu universo de referências, o rosto e o jeito de cada personagem, e não sendo obrigado a engolir os atores que o diretor do filme escolheu para representá-las."

"O chato, na verdade, é o “sem-livro”. Mesmo assim, é freqüente tratar leitores como pessoas sem graça. Uma amiga conta que, durante sua adolescência, adorava ir ao sítio de um tio, no interior de São Paulo, e ler, calmamente, seu livrinho, enquanto a brisa movia silenciosamente a rede em que se refestelava e os pássaros faziam um coral único. Seus familiares, contudo, não se conformavam com a “chata” que preferia ler a jogar buraco e diziam que ela não gostava mesmo de “se divertir”, como se diversão fosse colocar o dez perto do valete e sonhar para que uma dama aparecesse, e não a leitura do seu livro, que a transportava para mundos maravilhosos."

Quando leio um texto como o de Jaime Pinsky (O elogio da ignorância), citado acima, fico pensando em quantas vezes também fui chamada de "chata" ou "metida", até mesmo "esquisita", porque em vez de ficar fazendo fofoca com minha vizinha de portão (nas minhas poucas horas vagas, claro!), ou mesmo inserida em grupos, com conversa fiada, nas horas de almoço na empresa, ficava/fico em um cantinho reservado para me dedicar a algo que simplesmente adoro: ler. Afinal a grande maioria das pessoas, infelizmente, não acha que ler seja uma forma de diversão, não entende o quanto é prazeroso "mergulhar nas asas da imaginação". Por isso, prefere ficar de "papo para o ar" ou de "papo furado" com qualquer um. Não que uma boa conversa também não seja prazerosa, mas, pelo amor de Deus (!), quantas vezes você de fato conseguiu obter uma "boa conversa" em ambientes como: consultórios, filas de banco ou mesmo com sua vizinha de portão? As conversas sempre giram em torno das mesmas coisas: vida dos outros vizinhos, vida dos artistas ou novelas (Puts! Ninguém merece). Obviamente, há momentos em que você não quer "nada com nada" está mesmo a fim de ficar de papo para o ar, tirar férias de tudo, sobretudo da correria do dia a dia e dessa agitação sem sentido que emana de dentro para fora de nosso corpo, mas, fala sério, você não pode viver a vida inteira assim. Jogar um dominó "de vez em quando" com os amigos ou qualquer outra coisa do tipo não deixa exatamente de ser divertido, mas cuidado com isso, cuidado com suas escolhas, pois em vez de "ampliar seus horizontes", e ler é um ótima forma de conseguir isso, você reduzirá cada vez mais o seu mundo, ficará restrito à superficialidade de conversas sem qualquer sentido e ainda por cima repetitivas. Pense nisso.




Texto postado originalmente no Blog Palavreando, em 2006 (É, é bem antiguinho mesmo!).

07/03/2017

#euvocêetodasnós


#euvocêetodasnós Não esqueçam: amanhã, nossa cor é o roxo.

Dia 08/03/17: Existe um movimento de PARADA das mulheres no mundo inteiro nesse dia. Uma espécie de greve das mulheres. Claro que a imensa maioria não terá o privilégio de poder cruzar os braços em protesto porque temos contas a pagar no fim do mês. De todo jeito, é possível apoiar sem parar também. Vamos juntas?

Sugerimos diversas formas de protestar no dia 8 de março:

- Parada total, no trabalho ou nas tarefas domésticas e nos papeis sociais como cuidadoras durante a jornada completa. (Isso é especialmente válido para mulheres que vivem com maridos, filhos, irmãos ou pais e assumem integralmente o serviço doméstico. Não cuidar da casa/cozinhar/limpar por um dia deve dar uma noção do trabalho que é)
- Parada de tempo parcial da produção/trabalho por uma ou duas horas
- Apitaço no horário do almoço (convide as colegas para as 12:30 ou no horário possível do seu local de trabalho para realizar um apitaço).
- Caso não possa parar em seu trabalho: use elementos roxos na vestimenta, como fitas ou qualquer elemento que decida usar.
- Coloquem panos roxos nos carros e nas casas.
- Boicote locais misóginos (faça todo dia)
- Não compre nada neste dia
- Bloqueie caminho e ruas
- Participem e organizem manifestações, piquetes e marchas nas suas cidades
- Instale mensagem automática de “fora do escritório” no e-mail e explique o porquê
- Participe do twitaço as 12:30 do dia 8 de março #8m



#DiaInternacionaldaMulher #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo


05/03/2017

Greve Internacional de Mulheres


No atual contexto de crise do Brasil, muitas mulheres possuem trabalhos precarizados, estão vulneráveis e não poderão paralisar suas atividades produtivas no 8M.


Existem muitas formas alternativas de aderir à Greve Internacional de Mulheres | Brasil. Nesse gif abaixo você pode ver algumas sugestões.


07/12/2016

Querido diário...

Querido diário muito otário,



Por que insisto em debates nas redes sociais? Para que me desgasto tanto se tenho plena consciência de que não é possível mudar a cabeça de ninguém?

O que tenho conseguido com isso, além de perder meu tempo e ainda, por vezes, me ver envolvida com pessoas psicóticas que me xingam, ameaçam, etc?


06/12/2016

Assuntos que me incomodam...


Quem me segue nas minhas redes sociais sabe que sempre trago assuntos que me incomodam para a minha timeline ou para as páginas que administro: 'Orgulho de ser Mulher' e 'Por um mundo de Paz, diga NÃO à violência'. Alguns assuntos geram boas polêmicas (às vezes, até perseguições e ameaças, como ocorreu recentemente), outros, nem tanto. Independentemente disso, o que importa é sempre trazer uma "semente de reflexão". Assim, quem sabe um dia, as pessoas comecem a refletir melhor sobre questões tão importantes que, no dia-a-dia, são toleradas ou até mesmo esquecidas.

A questão indígena é um desses assuntos que trago com alguma frequência para as páginas acima, porque acredito que quanto mais se falar e conhecer a realidade desse povo, do nosso povo, mais fácil será para entendermos os seus signos e respeitá-los.

"não tem fundamento a ideia de que “sendo assim, todos os brasileiros seriam indígenas, já que correm em nossas veias sangue indígena, daquela bisavó que foi pega no laço”. Este discurso não viria de um indígena. Se o cidadão diz isso querendo reduzir o direito de ser índio na atualidade, é evidente que está se identificando muito mais com o bisavô estuprador do que com a bisavó violentada."



01/12/2016



Querido diário 'muito otário', um desabafo: amo meu pais, mas acho que somos o povo mais trouxa do mundo! E, o que é pior, metido a esperto! 


30/11/2016



Querido diário 'mais do que otário', estou encerrando o ano com um profundo cansaço. Este 2016 foi muito pesado, né? Mas 2017 não promete ser muito melhor em termos de direito, de política e cidadania... 



Querido diário mais do que otário: #NãoaPEC55


Querido diário 'mais do que otário', não somos os únicos otários, todos os brasileiros foram feitos de otários ontem!
Conformemo-nos!
Ou não...


#NãoaPEC55


Querido diário muito otário

Queridxs,

Andei pensando bem e resolvi ‘lançar’ nas minhas redes sociais um Diário, nomeado de “Querido diário muito otário” ou “Querido diário mais do que otário” (rsrs), cujo intuito é postar uma série de textos pequenos e críticos, numa narrativa diária, ou quase diária, de acontecimentos pessoais, políticos e diversos outros assuntos.

Obs.: Por algum tempinho, esses relatos diários servirão apenas como teste, para ver se a ideia vinga mesmo, pois, como minha vida é bastante corrida, nem sempre é fácil tocar projetos como esse.


De qualquer forma, espero que gostem!






Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

(Índios Amazônicos)

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