21/11/2012

Calmaria...

Momento de calmaria... tudo parece se movimentar em câmera lenta...

Sinto como se estivesse em num pequeno barco à vela, parado no meio do mar...
Quero dar velocidade ao barco, sair do marasmo, mas o tempo não ajuda... não há vento suficiente... está tudo parado em torno do barco.

Há, porém, uma quase confortante certeza de que tudo vai mudar de repente... que o mar vai se agitar.

Mas meu coração tem pressa... muita pressa!

A ansiedade, essa minha velha conhecida, bate às portas do meu coração e diz: Vem, sai desse marasmo e pula nesse mar!! Só o medo pode te deter.

Mas não detém!!

Aflita, eu olho para o mar profundo.

Não, eu não tenho medo da mudança repentina. Tenho medo da apatia, da indiferença, da angústia da eterna espera.

Então, eu pulo.

E mergulho nas profundezas do nada!!



Janethe Fontes


Nota: Por favor, ao repassar, não retire a autoria

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Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

(Índios Amazônicos)

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