09/12/2013

Recortes da semana

Recortes da Semana - Tudo aquilo que li e recomendo para você!


Ah, o tempo... que nos escapa pelas brechas dos dedos
e nos deixa em estado de angústia...
que por mais que tentemos não conseguimos controlar...
 [Janethe Fontes]


Este post está super-hiper-mega atrasado. Mas, finalmente, está aqui!


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Mochila literária – Edição nordeste. Eu fui!!
Eu sei que este tópico não foi criado para eu falar das minhas “aventuras” literárias, mas eu não poderia deixar de compartilhar com vocês minha alegria por ter participado deste projeto inovador que é a Mochila Literária: uma turnê de escritores nacionais, idealizada pela escritora Adriana Vargas, que está percorrendo as principais capitais brasileiras entre final 2013 e também 2014. O projeto visa levar além dos autores nacionais, vários blogs literários com o intuito de divulgar e promover o cenário literário nacional e regional. Na etapa Nordeste, o evento passou por quatro capitais do nordeste brasileiro – Recife, Fortaleza, Aracaju e Salvador – com duração de uma semana, e contou, em sua programação, com um bate-papo com os autores e sessões de autógrafos, além da venda dos livros dos autores participantes.

Das quatro capitais nordestinas, eu não fui apenas em Salvador, por questões financeiras mesmo. Mas foi bom demais!!! Valeu cada centavo gasto. Para se ter uma ideia, em duas escolas de Fortaleza, CEJA José Walter e Rogaciano Leite, fomos recebidos com ‘honras e méritos’, com direito ao hino nacional cantado pelos presentes e até uma banda de músicos! Nunca imaginei isso. Foi emocionante demais!!

Para o próximo ano, a Mochila Literária promete muito mais, já que a experiência nesses eventos nos servirá para melhorar os próximos.

Veja as fotos aqui


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A guerra contra as mulheres. Aqui no Brasil, 50 mil mulheres são violadas por ano, e a sociedade assiste em silêncio.

Difícil entender o que se passa em nossa sociedade... por que nos calamos diante de tanta violência contra a mulher?

A história das mulheres continua marcada pela humilhação e a brutalidade. É o que contam os dados do Fórum Nacional de Segurança Pública: 50 mil casos de estupro no Brasil no ano de 2012.

A história das mulheres é um longo percurso de lutas contra a humilhação e a brutalidade, escrevi há 30 anos. Não pensei que voltaria a escrever. Tudo parecia indicar que a sociedade brasileira saíra da Idade da Pedra com seus Brucutus arrastando as mulheres pelos cabelos e possuindo-as no melhor estilo animal... Leia mais aqui.


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Para fechar a semana anterior com um nó horrível na garganta, tivemos a morte do líder africano Nelson Mandela, o Mandiba, que lutou muito pela igualdade entre pretos e brancos. O acontecimento provocou uma comoção geral no Brasil e no mundo. As redes sociais ficaram repletas de declarações, muito fofas, de “amor e respeito” a Mandela. Mas, enquanto isso, aqui em Guarulhos, um garoto de 8 anos tem a sua rematrícula rejeitada pela escola, e por que? Porque a mãe se recusou a cortar o cabelo black power do garoto!! E o assunto também caiu na rede, mas, apesar do absurdo do ocorrido, milhares de pessoas entraram em defesa da escola e “condenaram” a mãe do garoto, dizendo que ela só queria se promover! É... vivemos realmente numa sociedade muito hipócrita, onde racismo, homofobia, misoginia e outros tantos preconceitos graves se tornam “assuntos menores”, quando ocorrem em nosso país. Triste. Muito triste mesmo!

Veja aqui a reportagem no G1.


Aproveitando... Abaixo, um brevíssimo resumo da história de Mandela. Ele nunca foi um 'fofo pacifista'! Mas sim um grande guerreiro que lutou por seu povo, pela igualdade entre brancos e negros!! 


Nelson Mandela foi mais que um ícone pacifista. Ele teve a habilidade de unir seu país, ao mostrar na prática o que defendia, um governo que tratou com igualdade brancos e negros. Mas para derrotar o Apartheid, organizou a luta concreta. Mesmo preso, esteve à frente do processo de resistência heróica do povo sul-africano, liderado pela chamada Aliança Tripartite, formada pelo CNA, pelo Partido Comunista Sul-Africano e pela central sindical Cosatu. Orientados pelo programa da Revolução Democrática Nacional, a resistência popular se fortalece e obriga o regime racista a negociar uma transição. Em seu país, continuava bombardeado pela mídia, mas a campanha mundial para a libertação de Mandela atinge seu auge.

Em 1990, Mandela é libertado. Nos comícios que reuniam multidões, o líder da Revolução Democrática Nacional gritava “Amandla!” (Poder!), e o povo respondia “Awethu!” (Para o povo!). Mandela foi eleito presidente em 94, sob temor de que "daria o troco". Tanto que só seria retirado da lista de terroristas dos EUA quando já era "um cara", em 2008, após ganhar o Nobel da Paz. Seu governo não foi suficiente para resolver os graves problemas do país, mas teve avanços inegáveis.

Mandela não foi um pacifista amorfo, mas um homem que soube adaptar a luta às suas condições concretas. Não foi alguém que ficou fazendo cara de fofinho enquanto seu povo era massacrado. Ele foi à luta.

Mandela merece todas as homenagens, principalmente pelo exemplo de luta que deu.




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2 comentários:

  1. Uma triste realidade, não sabia deste dado alarmante de 2012. E ainda se dizem homens... Uma pena e uma grande perda para o mundo a morte deste homem que fez verdadeiros milagres e em nenhum momento pensou a possibilidade de uma guerra armada para fazer valer o que acreditava.
    Bjs, Rose.

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  2. Rose, sim, Mandela não só pensou na possibilidade de uma guerra armada, como se tornou comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Ele foi, de fato, um guerreiro!!

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Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

(Índios Amazônicos)

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