27/08/2014

O outro lado da bienal do livro de SP...


Quem esteve no Anhembi, sobretudo no sábado ou no domingo, não tem como não concordar... O calor estava quase insuportável, o acesso aos estandes era uma "missão quase impossível", o preço do estacionamento um absurdo completo (e não tinha/tem qualquer desconto para escritorxs e profissionais do livro em geral) e o preço dos alimentos, inclusive da água, outro absurdo!

E se foi assim nos primeiros dias de bienal, que costumam ser muito mais tranquilos, o que será de nós no último final de semana?? #Oremos!

A vez e a hora de uma nova Bienal de São Paulo.
PublishNews - 25/08/2014 - Henrique Farinha

"...A meu ver, falta um calendário integrado de eventos e ações no qual a Bienal de São Paulo seja tida e havida como o ápice. Aguardamos para falar dela quando está para acontecer. Nas minhas conversas com pessoas fora do nosso mercado, notei que poucas sabiam da Bienal. E as que sabiam me disseram que ouviram, leram ou viram alguma coisa nesta semana. Isso está longe de ser suficiente em uma cidade com crescentes alternativas. A todo esse desrespeito inaceitável com o livro como produto, bem como com os expositores que pagaram caro por seus espaços, soma-se o total descaso com o público, tratado como gado. E quem como gado se sente, como gado se comporta. Lixo atirado no chão, trombadas em profusão, falta de educação como regra. Quem não oferece conforto e organização não pode exigir comportamento condizente, tampouco esperar boa vontade. A irritação vira um estado de ânimo predominante em diversos momentos. Estabelece-se um padrão nivelado por baixo, conhecido e reconhecido em outros grandes eventos de diferentes áreas no país. Ser maltratado vira coisa “natural”. Como se isso não bastasse, enfrentamos os problemas de sempre, que jamais são corrigidos, inerentes ao decadente e ultrapassado Anhembi e/ou à organização - acesso dificílimo, estacionamento a preços indecentes, credenciais que não funcionam (troquei a minha, e ainda assim não funcionou), ar-condicionado inexistente e calor beirando o insuportável, falta de acesso apropriado a deficientes - eu, que estava de muletas por conta de um tendão rompido no pé esquerdo, sofri um bocado e paguei muitos dos meus pecados na sexta-feira... -, praça de alimentação caríssima e de qualidade inversamente proporcional, celulares e internet inoperantes, confusão no processo de carga e descarga etc.."



http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=78428

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Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

(Índios Amazônicos)

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